Preconceito linguístico? Tô fora!

por Marcos Bagno

Parece haver cada vez mais, nos dias de hoje, uma forte tendência a lutar contra os preconceitos, a mostrar que eles não têm fundamento e que são apenas o resultado da ignorância e da intolerância. Infelizmente, porém, essa tendência não tem atingido um tipo de preconceito muito comum na sociedade brasileira: o preconceito linguístico. Muito pelo contrário, o que vemos é esse preconceito ser alimentado diariamente em programas de televisão e de rádio, em colunas de jornal e revista, sem falar, é claro, nos métodos tradicionais de ensinar a língua. O preconceito linguístico fica bastante claro em certo tipo de afirmações que já fazem parte da imagem (negativa) que o brasileiro tem de si mesmo e da língua falada por aqui. Vamos examinar algumas e ver em que medida elas são, na verdade, mitos e fantasias que qualquer análise científica mais rigorosa não demora a derrubar.


"BRASILEIRO NÃO SABE PORTUGUÊS".
"SÓ EM PORTUGAL SE FALA BEM PORTUGUÊS"
Essas duas opiniões tão comuns, que na realidade são duas faces de uma mesma moeda, refletem uma triste característica da personalidade do brasileiro em geral enquanto povo: o complexo de inferioridade, o sentimento de sermos até hoje uma colônia dependente de um país mais antigo e mais "civilizado". Trata-se de uma grande bobagem, infelizmente transmitida pelo ensino tradicional da gramática na escola. Quando alguém quer exaltar as qualidade e belezas do idioma português, refere-se sempre à "língua de Camões". Ninguém fala da "língua de Drummond", da "língua de Lispector", da "língua de Graciliano", que também são autores de grandes monumentos literários.

O brasileiro sabe português, sim. O que acontece é que o nosso português é diferente do português falado em Portugal. Quando dizemos que no Brasil se fala português, usamos esse nome por uma razão histórica, justamente a de termos sido uma colônia de Portugal. Do ponto de vista científico, porém, a língua falada no Brasil já tem uma gramática - isto é, tem regras de funcionamento - que cada vez mais se diferencia da gramática da língua falada em Portugal. Por isso os linguistas (os cientistas da linguagem) preferem usar o termo português brasileiro, por ser mais claro e marcar bem essa diferença.

Na língua falada as diferenças são tão grandes que muitas vezes surgem dificuldades de compreensão: no vocabulário, nas construções sintáticas, no uso de certas expressões, sem falar, é claro, nas tremendas diferenças de pronúncia - no português de Portugal existem vogais e consoantes que nossos ouvidos brasileiros custam a reconhecer porque não fazem parte do nosso sistema fonético. O único nível em que ainda se dá uma compreensão quase total é o da língua escrita, pois a ortografia é praticamente a mesma, com poucas diferenças. Mas um mesmo texto lido em voz alta por um brasileiro e por um português vai soar completamente diferente! Aliás, faça uma experiência: tente tirar a letra de uma música cantada por um cantor ou uma cantora da "terrinha" e veja como é difícil!

O grande problema é que o ensino de português no Brasil até hoje, depois de mais de 170 anos de independência política, continua com os olhos voltados para a norma linguística de Portugal. As regras gramaticais consideradas "certas" são aquelas usadas por lá, que servem para a língua falada lá, que retratam bem o funcionamento da língua que os portugueses falam. Por isso somos obrigados a ensinar e aprender que o "certo" é dizer e escrever Dê-me um beijo e não Me dá um beijo, e que é "errado" dizer e escrever Assisti o filme e Aluga-se casas, porque lá em Portugal não é assim que se faz.

Já passou da hora de acabarmos com essa dependência gramatical e darmos o "grito do Ipiranga" linguístico. Aliás, ele já foi dado por alguns escritores, revoltados com essa situação. Manuel Bandeira, por exemplo, no poema "Evocação do Recife", de 1930, escreveu:

A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada

O "nós" do poema seriam as pessoas de uma elite supostamente culta e instruída, que negam sua brasilidade e preferem continuar pagando tributo a Portugal.

Se você disser a um norte-americano que ele "não sabe inglês" ou que o inglês falado nos Estados Unidos é "errado" ou "feio", ele decerto vai rir na sua cara. Afinal, ele tem um argumento mais do que convincente para rebater essa acusação: o tamanho do país e a quantidade de falantes de inglês que ali vivem, além da importância dos EUA no panorama mundial.

O mesmo argumento vale para o português do Brasil. Nosso país é 92 vezes maior que Portugal, e nossa população é quinze vezes superior! Só na cidade de São Paulo vivem mais falantes de português do que em toda a Europa! Além disso, o papel do Brasil no cenário político-econômico mundial é muito mais importante que o de Portugal. Então, não há por que continuar difundindo essa ideia mais do que absurda de que "brasileiro não sabe português". O brasileiro sabe o seu português, o português do Brasil, que é a língua materna de todos os que nascem e vivem aqui, enquanto os portugueses sabem o português deles. Nenhum dos dois é mais certo ou mais errado, mais feio ou mais bonito: são apenas diferentes um do outro.

"PORTUGUÊS É MUITO DIFÍCIL."

Essa afirmação preconceituosa é prima-irmã da ideia que acabamos de derrubar, a de que "brasileiro não sabe português". Como o nosso ensino da língua sempre se baseou na norma gramatical de Portugal, as regras que aprendemos na escola em boa parte não correspondem à língua que realmente falamos e escrevemos no Brasil. Por isso achamos que "português é uma língua difícil": porque temos de decorar conceitos e fixar regras que não significam nada para nós. No dia em que nosso ensino de português se concentrar no uso real, vivo e verdadeiro da língua portuguesa do Brasil é bem provável que ninguém mais continue a repetir essa bobagem.

Todo falante nativo de uma língua sabe esta língua. Saber uma língua, no sentido científico do verbo saber, significa conhecer muito bem as regras básicas de funcionamento dela. Está provado e comprovado que uma criança por volta dos quatro-cinco anos de idade já domina perfeitamente as regras gramaticais de sua língua! O que ela não conhece são sutilezas, sofisticações e irregularidades no uso dessas regras, coisas que só a leitura e o estudo podem lhe dar. Mas nenhuma criança brasileira dessa idade vai dizer, por exemplo: "Uma meninos chegou aqui amanhã". Um estrangeiro, porém, que esteja começando a aprender português, poderá se confundir e falar assim. Por isso aquela piadinha que muita gente solta quando vê uma criancinha estrangeira falando - "Tão pequeno e já fala inglês tão bem" - tem seu fundo de verdade: ninguém, por mais que estude, conseguirá falar uma língua estrangeira com tanta desenvoltura quanto uma criança de cinco anos que tem nela a sua língua materna! Por quê? Porque toda e qualquer língua é "fácil" para quem nasceu e cresceu rodeado por ela! Se existisse língua "difícil", ninguém no mundo falaria húngaro, chinês ou guarani, e no entanto essas línguas são faladas por milhões de pessoas, inclusive criancinhas!

Se tanta gente continua a repetir que "português é difícil" é porque o ensino tradicional da língua no Brasil não leva em conta o uso brasileiro do português. Por isso tantas pessoas terminam seus estudos, depois de onze anos de primeiro e segundo graus, sentindo-se incompetentes para redigir o que quer que seja, apavoradas diante da tarefa de escrever, no vestibular, uma simples redação de quinze linhas! E não é à toa: se durante todos esses anos os professores tivessem chamado a atenção dos alunos para o que é realmente interessante e importante, se tivessem desenvolvido as habilidades de expressão dos alunos, em vez de entupir suas aulas com regras ilógicas e nomenclaturas inúteis, as pessoas sentiriam muito mais confiança e prazer no momento de usar os recursos de seu idioma, que afinal é um instrumento maravilhoso e que pertence a todos!

Se tantas pessoas inteligentes e cultas continuam achando que "não sabem português" e que "português é muito difícil" é porque esta matéria fascinante foi transformada numa "ciência esotérica", numa "doutrina cabalística" que somente alguns "iluminados" (os gramáticos!) conseguem dominar completamente. Eles continuam insistindo em nos fazer decorar coisas que ninguém mais usa (dinossauros gramaticais!), e a nos convencer de que só eles podem salvar a língua portuguesa da "decadência" e da "corrupção". Hoje em dia, aliás, alguns deles estão até fazendo sucesso na televisão, no rádio e nos outros meios de comunicação, transformando essa suposta "dificuldade" do português num produto com boa saída comercial. Eles juram que quem não souber conjugar o verbo apropinquar-se vai direto para o inferno!

"AS PESSOAS SEM INSTRUÇÃO FALAM TUDO ERRADO"

O preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, pelo preconceito linguístico, "errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente", e não é raro a gente ouvir que "isso não é português".

Um exemplo. Na visão preconceituosa dos fenômenos da língua, a transformação de L em R nos encontros consonantais como em Cráudia, chicrete, praca, broco, pranta é vista como um "defeito de fala", e às vezes até como um sinal do "atraso mental" das pessoas que falam assim. Ora, estudando cientificamente a questão, é fácil descobrir que não estamos diante de um "defeito de fala", muto menos de um traço de "atraso mental" dos falantes "ignorantes" do português, mas simplesmente de um fenômeno fonético que contribuiu para a formação da própria língua portuguesa padrão.

As pessoas que dizem Cráudia, praca, chicrete, pobrema, pranta estão apenas dando livre curso a uma tendência fonética muito antiga na língua portuguesa. Observe o quadro abaixo. Ele mostra algumas palavras do português padrão atual e as formas que essas mesmas palavras tinham na língua de origem:

PORTUGUÊS
  PADRÃO         >       ORIGEM
           branco    >   blank (germânico)
           escravo   >   sclavu (latim)
           fraco        >   flaccu (latim)
           frouxo      >   fluxu (latim)
           grude       >   gluten (latim)
           obrigar     >   obligare (latim)
           praga       >   plaga (latim)
           prata        >   plata (provençal)
           prazer      >   placere (latim)
           prumo      >   plumbu (latim)

E agora? Se fossemos pensar que as pessoas que dizem Cráudia, chicrete e pranta têm algum "defeito de fala", seríamos forçados a admitir que toda a população da província romana da Lusitânia também tinha esse mesmo defeito na época em que a língua portuguesa estava se formando. E que o grande Luís de Camões também sofria desse mesmo mal, já que ele escreveu ingrês, pubricar, pranta, frauta, frecha na obra que é considerada o maior monumento literário do português clássico, o poema Os Lusíadas. E isso, é "craro", seria no mínimo absurdo. No entanto, eu vi, apavorado, um programa de televisão chamado Nossa Língua Portuguesa classificar esse fenômeno de "defeito de fala", sugerindo até uma "terapia fonoaudiológica" para "consertá-lo"!

Se dizer Cráudia, praca, pranta é considerado "errado", e, por outro lado, dizer frouxo, escravo, branco, praga é considerado "certo", isso se deve simplesmente a uma questão que não é linguística, mas social e política - as pessoas que dizem Cráudia, praca, pranta pertencem a uma classe social desprestigiada, marginalizada, que não tem acesso à educação formal e aos bens culturais da elite, e por isso a língua que elas falam sofre o mesmo preconceito que pesa sobre elas mesmas, ou seja, sua língua é considerada "feia", "pobre", "carente", quando na verdade é apenas diferente da língua ensinada na escola.

Ora, do ponto de vista exclusivamente linguístico, o fenômeno que existe no português não-padrão é o mesmo que aconteceu na história do português padrão, e tem até um nome técnico: rotacismo. O rotacismo participou da formação da língua portuguesa padrão, como já vimos em branco, escravo, praga, fraco etc., mas ele continua vivo e atuante no português não-padrão, como em broco, chicrete, pranta, Cráudia, porque essa língua não-padrão deixa que as tendências normais e inerentes à língua se manifestem livremente. Assim, o problema não está naquilo que se fala, mas em quem fala o quê. Neste caso, o preconceito linguístico é decorrência de um preconceito social.

"O CERTO É FALAR ASSIM PORQUE SE ESCREVE ASSIM"

Diante de uma tabuleta escrita COLÉGIO, é provável que um pernambucano, lendo-a em voz alta, diga CÒlégio, que um carioca diga CUlégio, que um paulistano diga CÔlégio. E agora? Quem está certo? Ora, todos estão igualmente certos. O que acontece é que em toda língua do mundo existe um fenômeno chamado variação, isto é, nenhuma língua é falada do mesmo jeito em todos os lugares, assim como nem todas as pessoas falam a sua língua de modo idêntico.

Infelizmente, existe uma tendência (mais um preconceito!) muito forte no ensino da língua de querer obrigar o aluno a pronunciar "do jeito que se escreve", como se essa fosse a única maneira "certa" de falar português. (Imagine se alguém for falar inglês ou francês do jeito que se escreve!) Muitas gramáticas e livros didáticos chegam ao cúmulo de aconselhar o professor a "corrigir" quem fala muleque, bêjo, minino, bisôro, como se isso pudesse anular o fenômeno da variação, tão natural e tão antigo na história das línguas. Essa supervalorização da língua escrita combinada com o desprezo da língua falada é um preconceito que data de antes de Cristo!

É claro que é preciso ensinar a escrever de acordo com a ortografia oficial, mas não se pode fazer isso tentando criar uma língua falada "artificial" e reprovando como "erradas" as pronúncias que são um resultado natural das forças internas que governam o idioma. Seria mais justo e democrático dizer ao aluno que ele pode falar bunito ou bonito, mas que só pode escrever BONITO, porque é necessária uma ortografia única para toda a língua, para que todos possam ler e compreender o que está escrito. A língua escrita é um conjunto de símbolos, que podem ser interpretados de maneiras variadas de acordo com uma série de fatores. Cada letra, cada sinal da escrita, é uma representação única para interpretações variadas. É como a partitura de uma música: cada instrumentista vai interpretá-la de um modo todo seu, particular!

E para terminar, um favor: não deixe ninguém tentar convencer você de que "o lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão"! Só porque os maranhenses dizem tu és, tu foste! Desde quando isso é mais certo do que você é, você foi? Só porque parece português de Portugal? Tenha a santa paciência...

(PINSKY, Jaime. 12 faces do preconceito.
4ª ed. São Paulo: Contexto, 2001. p. 59-66.)

MARCOS BAGNO - É mestre em linguística, tradutor e escritor, com cerca de vinte livros publicados entre literatura infanto-juvenil, contos e obras sobre questões de linguagem, entre as quais se destaca A língua de Eulália (Editora Contexto).

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA | Variação Geográfica ou Regional

Texto 1

É numa farra só que a Universidade Católica de Pernambuco convida a todos os comunicadores do Brasil a se aprochegarem. Pode ser galego, pode ser pixototinho, pode ser galalau ou pode ser chocho. Não tem arenga, não tem munganga e muito menos pantim. Aqui todo mundo é bem-vindo. Não carece de aperreio. Basta só laxar os cintos, chegar e aproveitar.
Não entendeu nada? Não tem problema: a gente explica. Em um país tão cheio de culturas e costumes, Pernambuco é um dos estados que mais se destacam pela quantidade de gírias da população local. E, pra ninguém ficar perdido quando chegar aqui, a gente conta um pouquinho das manias que nosso vocabulário nordestino tem.

Transcrição da abertura do vídeo do Intercom Nacional 2011 (Congresso Brasileiro de
Ciências da Comunicação). Disponível em: <http://www.unicap.br/intercom2011/?p=803> ou
<https://www.youtube.com/watch?v=G7WEH2rBzlg>. Acesso em: 15 out. 2017. (Fragmento).




Texto 2

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA | Jargão

Texto 1

"Psicologuês", "Mediquês", "Sindicalês" e "Juridiquês" são jargões. Em uma edição do caderno Sinapse, publicado pela Folha de S.Paulo em junho de 2003, a jornalista Heloísa Helvécia escreveu o artigo "Cada um com a sua língua". Observe quatro quadrinhos que acompanham o artigo.




VARIAÇÃO LINGUÍSTICA | Variação Histórica

Texto 1
Imagem fac-similar da capa da 1ª edição do livro A menina do narizinho arrebitado,
produzida para homenagear o centenário de nascimento de Monteiro Lobato. São
Paulo: Brasiliense, 1982.


O somno á beira do Rio

Naquella casinha branca, - lá muito longe, móra uma triste velha, de mais de setenta annos. Coitada! Bem no fim da vida que está, e tremula, e catacega, sem um só dente na bocca - jururú.. Todo o mundo tem dó d'ella: - Que tristeza viver sozinha no meio do matto...
Pois estão enganados. A velha vive feliz e bem contente da vida, graças a uma netinha órfã de pae e mãe, que lá móra des'que nasceu. Menina morena, de olhos pretos como duas jaboticabas - e reinadeira até alli!... Chama-se Lucia, mas ninguem a trata assim. Tem appellido. Yayá? Nenê? Maricota? Nada disso. Seu appellido é "Narizinho Rebitado", - não é preciso dizer porque. Alem de Lucia, existe na casa a tia Anastacia, uma excellente negra de estimação, e mais a Excellentissima Senhora Dona Emilia, uma boneca de panno, fabricada pela preta e muito feiosa, a pobre, com seus olhos de retroz preto e as sobrancelhas tão lá em cima que é ver uma cara de bruxa.

LOBATO, Monteiro. A menina do narizinho arrebitado.
São Paulo: Monteiro Lobato & Cia., 1920. p. 3-4. (Fragmento).


Texto 2
Falando de compras com Nancy Sasser

Uma crônica de anúncios para a mulher brasileira

O verão traz as delícias da praia e os gostosos banhos de mar e piscina, mas... será que vale a pena molhar os cabelos? Vale sim, amiga. Depois v. poderá secá-los e fazer a "mise-en-plis" num instante. Basta ter um Secador de Cabelos GILDA. Tenho um e v. não imagina o serviço que me presta! Seca o cabelo em alguns minutos apenas, com um jacto de ar quente ou frio. É portátil e como poupa tempo e gastos em cabeleireiros!

Revista Seleções, dez. 1957.

Matriz de Referência de Língua Portuguesa do SisPAE*: 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio


I. CONTEXTO DE PRODUÇÃO E COMPREENSÃO DO TEXTO

LPA 01 - Localizar informação explícita em texto.
LPA 02 - Reconhecer o tema do texto.
LPA 03 - Diferenciar informações e/ou personagem principal das secundárias em um texto.
LPA 04 - Identificar diferenças e/ou semelhanças de ideias, de informações e/ou de opiniões veiculadas em diferentes textos.
LPA 05 - Reconhecer o propósito comunicativo do texto.
LPA 06 - Reconhecer e/ou ordenar e/ou analisar informações e ideias tendo em vista a continuidade e unidade temática de um texto (coerência).
LPA 07 - Inferir o sentido de palavra ou expressão do texto.
LPA 08 - Inferir informação implícita em texto verbal e não verbal a partir do cruzamento com outros dados da realidade.
LPA 09 - Inferir informações, sentidos do texto e intencionalidades, implícitos nas falas, comportamentos, sentimentos e ações relatados e/ou narrados em textos verbais e não verbais.


II. COMPOSIÇÃO DO GÊNERO

LPA 10 - Identificar os elementos constitutivos de diferentes gêneros de textos.
LPA 11 - Estabelecer relações de temporalidade, de causa/consequência, etc. entre partes e elementos de um texto.
LPA 12 - Comparar textos, reconhecendo as características textuais do gênero, suporte e finalidade.
LPA 13 - Distinguir fato de opinião.
LPA 14 - Identificar a tese do autor em um texto.
LPA 15 - Localizar argumento(s) e contra-argumento(s) utilizado(s) pelo autor para defender uma tese.
LPA 16 - Relacionar a tese aos argumentos e estratégias para sustentá-la, observando sua pertinência e adequação.


III. LINGUAGEM

LPA 17 - Estabelecer relação entre termos de um texto a partir da repetição e/ou substituição de um termo, entre outros recursos coesivos.
LPA 18 - Reconhecer nos textos o valor expressivo de recursos gráficos, ortográficos, morfossintáticos e/ou estilísticos.
LPA 19 - Inferir os efeitos de sentido de humor, ironia, depreciação, entre outros, em texto verbal ou não verbal.
LPA 20 - Identificar em um texto o registro de linguagem, bem como as características próprias da fala de determinada região ou grupo social (variações linguísticas).


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* SisPAE - Sistema Paraense de Avaliação Educacional.